Apesar do amplo favoritismo do advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir o Ministério da Justiça, parte da bancada do PT tem trabalhado pela escolha do deputado Rui Falcão para suceder a Ricardo Lewandowski na pasta.

À parte os predicados de Falcão, se ele seria ou não um bom nome, a articulação contra Lima e Silva indica falta de memória de parte dos petistas com a postura dele em momentos de aperto do governo Dilma Rousseff.

Em 2016, afinal, quando chamado a substituir José Eduardo Cardozo, o mais longevo ministro da história da pasta, Lima e Silva aceitou a batata quente. À época, o ministério sofria pressões do PT em razão do avanço da Lava Jato. Ele ficou onze dias no cargo, que deixou após o STF decidir que não seria possível acumular a carreira no Ministério Público com o cargo no Executivo.

As tentativas de emplacar Falcão no lugar de Wellington Lima e Silva, entretanto, dificilmente prosperarão. A chance de Lula escolher o advogado da Petrobras é altíssima.