Desde a reforma ministerial, o ministro Sidônio Palmeira (Secom) ampliou sua influência para além do Palácio Planalto. Tem sido comum que o chefe da comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha participação direta nas ações de divulgação de iniciativas de diversos ministérios, entre eles os da Justiça, do Planejamento, da Educação e da Saúde.
Sidônio, inclusive, tem escalado ministros para entrevistas e dado palpites constantes sobre como as informações devem ser divulgadas para a imprensa. A Secom também tem insistido na necessidade de os colegas do primeiro escalão alinharem seus discursos aos do presidente e solicitado que participações em eventos públicos nos estados sejam alinhadas com o Planalto.
Na reunião ministerial na qual deu um “pito” público nos ministros, Lula foi orientado por Sidônio a alertar os novos titulares da Esplanada dos Ministérios sobre a necessidade de atuarem em linha com o Planalto.
Do atual time de Lula, o único ministro que tem atuado com autonomia em relação a Sidônio é Dario Durigan (Fazenda). Assim como seu antecessor, Fernando Haddad, Durigan tem canal direto com Lula e liberdade para as ações de comunicação da pasta, sobretudo nas declarações quase diárias à imprensa. Nesse caso, o chefe da Secom até faz algumas recomendações e orientações, mas sem grande interferência.