Em comum acordo, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) retiraram de pauta o julgamento que definiria o formato da eleição para o mandato-tampão do governo do Rio de Janeiro. O assunto tinha previsão de ser levado ao plenário nesta quarta-feira, 19.
Sem uma nova data, e diante da possibilidade de novos pedidos de vista (o mais recente foi feito pelo ministro Flávio Dino), aumenta a chance de a corte não decidir nada antes das eleições. E quanto mais demorar, menos sentido faz o veredicto, até porque daqui a poucos meses as ações que tratam do objeto perderão o objeto, uma vez que em janeiro já assumirá o governador que será escolhido pelos eleitores fluminenses em outubro.
Pesa a favor da ideia de deixar tudo como está a boa avaliação que se faz no STF da gestão do governador interino, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJRJ). A gestão dele ganhou pontos após a adoção de medidas como revisão de contratos, exoneração de funcionários fantasmas e outros cortes de despesas.
A aprovação do interino se estende à opinião pública. Com apenas alguns meses no comando do Palácio Guanabara, Couto já ostenta índices de aprovação superiores aos do ex-governador Cláudio Castro (PL), cuja saída do cargo desencadeou a crise na linha sucessória do estado.

