O MDB decidiu, em convenção na última segunda-feira, 27, adotar a neutralidade na corrida presidencial.
De lá para cá, a coluna já ouviu de duas lideranças do partido, em tom de lamento, que Simone Tebet seguiu um caminho diferente daquele que poderia tê-la levado à disputa pelo Planalto.
Na avaliação dessas fontes, esta seria a eleição de Simone.
Em 2022, ela terminou a disputa presidencial em terceiro lugar e despontava como a principal alternativa de centro para 2026.
Após a derrota, porém, Simone declarou apoio a Lula, assumiu o Ministério do Planejamento e, em março deste ano, deixou o MDB para se filiar ao PSB.
Agora, disputa uma vaga no Senado por São Paulo.
“Estamos sem uma candidatura de centro em 2026. Era a vez da Simone pelo MDB”, afirmou uma liderança da legenda.
Ainda em 2025, quando Lula voltou a dizer que Dilma Rousseff havia sido vítima de um golpe, o ex-deputado emedebista Carlos Marun publicou um artigo defendendo que Simone deixasse a Esplanada e se preparasse para concorrer à Presidência.
“O centro não tem candidato à Presidência e segue como uma boiada para o matadouro, ‘mugindo tonta’ e sabendo que, ao final, terá que optar entre um candidato de direita ou de esquerda”, escreveu Marun, cujo desejo não ecoou.

