Aliada de Edinho Silva, presidente do PT, a ex-diretora dos Correios Juliana Agatte vai migrar para a iniciativa privada em 2026: ela deve assumir a área de relações governamentais da Edelman, agência global de comunicação e relações públicas. Juliana vai atuar em Brasília, nas áreas de logística e comércio eletrônico.

Ex-secretária das gestões de Edinho como prefeito de Araraquara, Juliana Agatte deixou a diretoria de Governança e Estratégia da estatal em 4 de novembro. Ela apresentou uma consulta sobre conflito de interesse à Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República após receber uma proposta da empresa.

Em dezembro, a CEP entendeu haver conflito no caso de Juliana Agatte e decidiu aplicar a ela uma quarentena de seis meses, contados a partir da saída dela do cargo nos Correios. Nesse período, que termina no início de maio, a ex-diretora da estatal terá direito à chamada “remuneração compensatória”, ou seja, um salário no mesmo valor que ela recebia no cargo.