Aliados de João Campos acreditam que ele terá espaço garantido na Esplanada de um eventual quarto governo Lula caso seja derrotado na disputa pelo governo de Pernambuco.

À frente do PSB desde o ano passado, João é apontado com frequência, em Brasília, como aposta de renovação geracional da centro-esquerda.

Até pouco tempo, uma derrota para a governadora Raquel Lyra no estado era vista como duro revés para as ambições nacionais do filho de Eduardo Campos e neto de Miguel Arraes. Agora, o entorno do dirigente socialista já trabalha com a hipótese de que uma ida para um ministério, em caso de vitória de Lula, poderia manter protagonismo e fortalecê-lo para o pós-Lula.

Nesse contexto, observadores da cena política veem como sintomático, e não casual, o embate público recente entre a deputada Tabata Amaral, casada com João, e o ministro Guilherme Boulos, outro nome lembrado como potencial herdeiro político do campo da esquerda.