A primeira mulher a comandar a Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, é uma das apostas do PT para a disputa por uma vaga de deputada federal pelo Distrito Federal em 2026.
Nomeada reitora por Michel Temer e reconduzida por Jair Bolsonaro, Márcia ficou oito anos à frente da UnB. Ao deixar o cargo, recebeu convites de partidos de esquerda e acabou optando pelo PT, embora diga não se considerar uma petista “ideológica”.
“Tenho muito a contribuir com o diálogo, com a minha experiência e com a necessidade de renovação do Congresso”, afirmou à coluna. Geóloga e especialista em terras raras, Márcia acumula 30 anos de trajetória acadêmica.
A comunidade da UnB — cerca de 56 mil alunos, professores e servidores — é, naturalmente, um dos principais alvos eleitorais da pré-candidata. Ela diz querer apostar em pautas voltadas às mulheres e à ciência e tecnologia.
Além de Márcia, outros dois reitores da UnB migraram para a política partidária. Darcy Ribeiro, primeiro reitor da universidade, foi senador. Cristovam Buarque, que comandou a instituição entre 1985 e 1989, foi senador e governador do Distrito Federal.