Depois de deixar o PL (Partido Liberal) para declarar apoio a Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, Romário (sem partido) tem priorizado a bandeira social no Senado. O parlamentar apresentou um projeto que prevê a oferta, pelo SUS (Serviço Único de Saúde), de exames de sangue capazes de identificar biomarcadores associados à doença de Alzheimer, mediante indicação médica. A proposta mira uma tecnologia já disponível na rede privada, mas cujo custo pode chegar a R$ 3,6 mil.

O projeto não determina um teste específico: a escolha dos exames deverá seguir critérios médicos, protocolos e diretrizes das autoridades sanitárias credenciadas. A ideia é permitir que a rede pública acompanhe a evolução da medicina sem substituir a avaliação clínica nem transformar o exame, isoladamente, em diagnóstico da doença. “Diagnóstico não pode ser privilégio de quem pode pagar”, explicou Romário à coluna.

O senador também destacou o impacto da doença sobre as famílias. Dados citados na proposta apontam que cerca de 1,8 milhão de brasileiros vivem com algum tipo de demência, número que pode chegar a 5,7 milhões até 2050, segundo o texto original.

“Alzheimer não atinge apenas quem recebe o diagnóstico. Muda a rotina de uma família inteira. Quanto antes houver uma investigação adequada, mais cedo paciente e família poderão receber orientação, acompanhamento e cuidado”.