O envio da mensagem presidencial ao Senado com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) aumentou as expectativas no governo para os nomes dos escolhidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Banco Central também possam ser enviadas ao Congresso.
A pauta de indicações de Lula para autarquias, agências reguladoras e orgãos públicos estava travada desde que o petista entrou em atrito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga no STF. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem evitado comentários públicos sobre o assunto, mas gostaria de que esses nomes fossem enviados ao Senado e sabatinados até o fim de maio, segundo interlocutores.
Como mostrou o PlatôBR, duas mulheres também estão no páreo para serem escolhidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central. O ex-ministro Fernando Haddad já havia indicado o economista Tiago Cavalcanti para o posto, mas Lula quer avaliar outros nomes.
Uma das opções é Carolina Pancotto Bohrer, servidora de carreira da autoridade monetária e atualmente chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro. A outra candidata é Marina Palma Copola, atualmente diretora da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ela também tem sólida formação em Direito.
Outro indicado por Haddad para a vaga aberta na Diretoria de Política Econômica foi o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.