No Banco Central, a avaliação interna é de que o relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), senador Plínio Valério (PSDB-AM), no melhor dos cenários, conseguirá ler a nova versão do parecer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta quarta-feira, 6.
Como a sessão é semipresencial, a tendência é que após a leitura seja concedida vista coletiva do texto aos membros do colegiado, sem que a proposta seja votada. A expectativa na autoridade monetária é de que a PEC volte à pauta na reunião seguinte, em 13 de maio. Essa decisão, entretanto, é exclusiva do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA).
Segundo técnicos da autoridade monetária, o momento é o mais oportuno para que o texto seja apreciado pela comissão, diante da ausência de outras pautas tão relevantes no Senado neste momento. Os auxiliares do presidente do BC, Gabriel Galípolo, também acreditam que, se o texto for apreciado na CCJ, rapidamente será pautado no plenário do Senado.
Esse otimismo está amparado em manifestação recente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que afirmou que pautará o texto no plenário assim que for aprovado pela comissão. Em cenário alternativo considerado entre servidores do BC, o tema não voltaria para pauta em 13 de maio, por interferência do governo, que é contra a ampliação da autonomia da autoridade monetária.