A posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocorrida a noite de terça-feira, 12, reuniu autoridades dos Três Poderes, além de representantes políticos do Distrito Federal. A governadora Celina Leão (PP) e o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) estiveram entre os convidados da cerimônia que marcou a sucessão da ministra Cármen Lúcia (foto em destaque) no comando da Justiça Eleitoral. O novo presidente vai chefiar a corte até maio de 2027.
Celina chegou acompanhada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Pré-candidatas, respectivamente, ao governo do Distrito Federal e ao Senado, as duas foram acomodadas na área reservada a autoridades e familiares de ministros. Na mesma fileira, estavam a atual primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Pré-candidato ao Senado pelo DF, Ibaneis ressaltou o peso institucional do novo cargo de Nunes Marques. “Assumir o TSE em um ano eleitoral é uma missão de grande responsabilidade, especialmente diante dos desafios que o país enfrenta neste momento”, disse. O emedebista, que deixou no fim de março a principal cadeira do Buriti, acrescentou ter “convicção da lealdade do ministro à Constituição e da sua condução equilibrada à frente de um poder fundamental para a democracia brasileira”.
Indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Nunes Marques assumiu a presidência do TSE tendo o ministro André Mendonça como vice. A cerimônia contou com a presença do presidente Lula (PT), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin.
No discurso de posse, Nunes Marques defendeu as urnas eletrônicas e a centralidade do voto como instrumento de preservação da democracia. “O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui patrimônio institucional da nossa democracia”. Ele destacou que o “futuro da nossa democracia não será delineado por máquinas”, mas pelos brasileiros que depositam nas urnas sua “mensagem de esperança, traduzida no voto direto, secreto, universal e periódico”.