À medida que as eleições de outubro se aproximam, aumentam entre interlocutores de Lula e entre petistas as especulações sobre o futuro político dos ex-ministros Fernando Haddad e Rui Costa. Haddad é pré-candidato ao governo de São Paulo e apontado como um possível sucessor de Lula caso o petista desista da corrida presidencial — possibilidade comentada dentro e fora do partido e negada veementemente por auxiliares do ex-ministro. 

Outra previsão no exercício de futurologia feito no Palácio do Planalto é de que Haddad, se derrotado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve ocupar a Casa Civil caso Lula, de fato, dispute as eleições em outubro e saia vitorioso. 

No caso de Rui Costa, os rumores sobre uma eventual candidatura ao governo da Bahia diminuíram e a tendência é que ele dispute o Senado. Se Lula for eleito, auxiliares do presidente dão como certo o retorno do ex-ministro para a Esplanada dos Ministérios, em uma missão diferente da que desempenhou durante o terceiro mandato de Lula. 

Costa deve comandar uma pasta para ser um “tocador de obras” do governo. Os ministérios dos Transportes e das Cidades estão entre as opções. No caso das Cidades, é estudada a opção de que o orçamento da pasta seja turbinado com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ou até mesmo levar essa ação para o Ministério do Planejamento, que seria ocupado pelo político baiano.