Sem alarde, o governo federal elevou em 28 de janeiro o Imposto de Importação de bens de capital e de informática. Com a medida, a expectativa do Ministério da Fazenda é arrecadar R$ 14 bilhões, valor já previsto no Orçamento de 2026.

A alta do imposto era defendida por entidades representativas da indústria brasileira, que foram pegas de surpresa com a notícia considerada positiva, segundo executivos do setor. Em outra frente, a Fazenda vai submeter a consulta pública um decreto que equipara operações com criptoativos às de câmbio para fins de incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O debate sobre a tributação dos criptoativos entrou no radar do governo após o Banco Central definir que parte das operações com esses ativos se enquadra em operações cambiais. Com isso, há espaço para tributação pela Receita Federal. 

As medidas, aprovadas pela Camex (Câmara de Comércio Exterior), devem ser as últimas contribuições do ministro Fernando Haddad (Fazenda) para tentar aumentar as receitas do Orçamento para o cumprimento da meta fiscal. As demais devem ser propostas pelo possível sucessor, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.