O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem conversado com alguns economistas para formular seu programa de governo e tem encomendado algumas medidas que considera essencial para tirar do papel caso seja eleito presidente da República. A primeira trata do empoderamento feminino, por meio da autonomia financeira. 

Na avaliação de pessoas próximas ao pré-candidato, uma das formas de combater o feminicídio no Brasil é reduzir a dependência financeira das mulheres em relação aos maridos. E esse processo passa por formular políticas públicas para capacitar as mulheres para que consigam melhores empregos ou formas de empreender, além de melhorar a oferta de creches para os filhos para que possam trabalhar

Essa proposta dialoga, segundo interlocutores de Flávio, com um projeto gestado ainda na gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia de criar uma “rampa” de ascensão social para que aqueles que dependem de programas sociais possam se capacitar para buscar melhores salários no mercado de trabalho. Com isso, essas pessoas poderiam deixar de receber os benefícios, que seriam direcionados aos mais necessitados. 

Por fim, os auxiliares do pré-candidato trabalham em um programa de reavaliação de impostos que pode resultar em mudanças nas alíquotas vigentes no país. O objetivo é, na campanha eleitoral, apresentar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um governo que foca prioritariamente na busca de receitas, sem se preocupar em cortar gastos públicos ou unificar programas sociais. Com isso, alguns tributos poderiam ser revistos ou substituídos. Esse projeto ainda está em fase inicial, sem um diagnóstico detalhado.