A CNBB, entidade dos bispos católicos no Brasil que já teve (muito) mais peso no debate público, divulgou a tradicional nota de anos eleitorais jurando de mãos postas que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos.

Não tem jeito: as igrejas — e não apenas as evangélicas, o que já é óbvio — serão novamente engolidas pela disputa política.

Durante décadas, a CNBB cultivou essa áurea de imparcialidade enquanto, internamente, muitas de suas lideranças escolhiam lado de maneira escancarada, inclusive garantindo apoio na surdina a candidatos de esquerda.

Ao mesmo tempo, uma base dita “conservadora”, não raras vezes rebelde, barulhenta e raivosa, foi se cristalizando, impulsionada, sobretudo, por padres pops e influencers, com os quais a Igreja, definitivamente, não sabe lidar.

Vai começar a ladainha.