Deputados do PL vêm expressando incômodo em apoiar o nome do prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella, do União Brasil, ao Senado. As queixas são principalmente ligadas a um suposto envolvimento de Canella com grupos paramilitares.

Flávio Bolsonaro definiu, no último mês, que o prefeito de Belford Roxo seria o segundo candidato do PL ao Senado em outubro. A aliança com o União Brasil no Rio de Janeiro teve as bênçãos do presidente do partido, Antônio Rueda, e tem como principal objetivo uma composição nacional.

O incômodo em apoiar Canella perpassa pelo mesmo lugar da tentativa de apoio a Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj. O sentimento de deputados do PL é que “o teto de vidro” de Canella poderá prejudicá-los eleitoralmente.

Flávio Bolsonaro chegou a ensaiar um apoio a Bacellar em 2025, mas recuou. Na época, como contou a coluna, uma parte do PL disse que não apoiaria Bacellar e tentou lançar o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis como pré-candidato ao governo.

Meses depois, em novembro do ano passado, Bacellar foi preso pela Polícia Federal por ter, segundo a corporação, vazado informações de uma operação ao TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. A PF, na sexta-feira, 27, indiciou Bacellar como chefe político da facção.

Marcio Canella foi alvo de uma investigação no início de 2025 por nomear dois secretários que já foram investigados por suspeita de envolvimento com milícias na Baixada Fluminense.

O prefeito de Belford Roxo também foi citado em áudios do capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa, que atuava no batalhão da cidade. Na conversa, Rosa negociava com traficantes do Comando Vermelho a retirada de barricadas no município.