De olho nos bastidores da política fluminense, como mostrou a coluna, Sérgio Cabral não tem passado recibo sobre a leva de exonerações promovida pela nova direção da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Determinados pelo presidente interino da Casa, Guilherme Delaroli, os cortes atingiram mais de 200 cargos comissionados, incluindo 17 nomes ligados ao grupo político do ex-governador.
Cabral, no entanto, diz que não tem nada a ver com as indicações. A manifestação pública ficou restrita às exonerações do filho e da ex-esposa dele, únicos casos citados pelo ex-governador nas redes sociais. Sobre os demais nomes, silêncio.
Apesar da posição publicamente contida do ex-governador, a demissão na Alerj pode afetar o projeto político do filho dele, Marco Antônio Cabral, ex-deputado federal e ex-secretário estadual, possível candidato à Câmara neste ano. Marco Antônio ocupava um cargo de assistente na assessoria da presidência da Assembleia.
