Em janeiro, Nzinga Mbande, rainha dos reinos Ndongo e Matamba, atual Angola, liderou a resistência contra a invasão portuguesa do século 17. Em fevereiro de 2020, Jaqueline Goes de Jesus, ao lado de Ester Sabino, decifrou a sequência do genoma do coronavírus. Mês a mês, as conquistas e resistências de pessoas negras povoam o Calendário Afrocentrado de 2026.
Pensando em ampliar o conhecimento, evidenciar a discussão antirracista e evitar que o tema fique restrito ao mês de novembro, foi lançado o calendário que servirá de material pedagógico. Ao longo dos meses é possível conhecer marcos históricos, personalidades, lutas, conquistas e expressões da história africana, afro-brasileira e da diáspora negra.
O calendário teve pesquisa e curadoria de Caróu Oliveira (História da Disputa) e arte de Silvana Martins Costa (Estúdio Aruêra) e foi produzido pela Nova Escola. A ideia é que ele seja utilizado para ajudar no planejamento pedagógico.
Na prática, o Calendário Afrocentrado de 2026 poderá ser usado como ferramenta de planejamento pedagógico e inspirar novas abordagens do tema. Dessa forma, a consciência negra será discutida ao longo do ano e não apenas tradicionalmente em novembro. Uma ferramenta para valorizar a produção intelectual negra e combater o apagamento histórico.
