Aliados do pré-candidato do PL dizem enfrentar resistência na imprensa e afirmam que a estratégia será reforçar a comunicação direta com o eleitor.
Meses atrás, o entorno de Flávio Bolsonaro fez um périplo pelos principais veículos de comunicação do país, em um movimento natural de aproximação antes do início oficial da campanha eleitoral.
Agora, a 11 dias da abertura das convenções partidárias, aliados do pré-candidato afirmam estar convencidos de que não poderão contar com a “racionalidade” de boa parte da imprensa. Nos bastidores, falam em “má vontade” das redações e em “jogo jogado”.
“É difícil até estabelecer uma conversa. As redações estão tomadas por jornalistas que torcem pela vitória do Lula, e isso fica evidente nas entrevistas e nas conversas. Não é algo velado. Aí fica difícil, porque não há racionalidade. É tudo com viés já no ponto de partida. E não há muito o que fazer para reverter essa relação”, disse à coluna um assessor da campanha.
Como exemplo, auxiliares citam o evento promovido na última sexta-feira, 3, no Rio de Janeiro, que reuniu lideranças do PL, comunicadores e influenciadores.
“A cobertura se restringiu ao momento em que Flávio dançou funk. Sempre vão achar uma dancinha para fazer chacota e ignorar todo o resto”, reclamou o assessor.
Diante desse diagnóstico, a campanha pretende intensificar a estratégia digital ao longo da disputa. A aposta é ampliar a comunicação direta com o eleitor e mobilizar as “tias do zap e os tios do churrasco”, grupo considerado decisivo para a vitória de Jair Bolsonaro em 2018.