As lideranças do PL envolvidas diretamente na campanha de Flávio Bolsonaro vêm monitorando o envolvimento do União Brasil com o caso Master.

O receio é que as já sabidas ligações de políticos do partido — e as que ainda podem vir — impactem na eleição de Flávio.

O PL tenta uma aliança nacional com o partido, que ainda tem cadeiras no governo Lula. Como contou a coluna, a chapa do Rio de Janeiro, com o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, como candidato ao Senado, foi pensada com objetivo nacional.

O nome de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, aparece em mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Além disso, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que também vem conversando sobre composição com Flávio na Bahia, recebeu R$ 3,6 milhões em pagamentos efetuados pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, e da gestora de investimentos Reag, segundo apontamentos bancários feitos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Segundo o colunista Caio Barbiéri, do PlatôBR, o entorno de Flávio considera o nome do prefeito de Salvador, Bruno Reis, do União Brasil, para a vice. Entretanto, será avaliado, nas próximas semanas, o impacto da notícia sobre os valores recebidos por ACM Neto do Banco Master.