Ciro Nogueira voltou a se animar com a possibilidade de reeleição ao Senado pelo Piauí.
Baqueado após ser alvo da Polícia Federal, em maio, no âmbito das investigações sobre o escândalo do Banco Master, o presidente nacional do PP submergiu. Um dirigente partidário chegou a dizer, nos bastidores, que estava “com pena” do colega depois de participar de uma reunião com ele no mês seguinte à operação.
Nos últimos dias, porém, Ciro retomou até as entrevistas. Em uma delas, rebateu e criticou Gilberto Kassab, do PSD, que havia dito que “o Centrão está com Lula“.
Ciro foi decisivo para manter no partido que comanda a neutralidade na disputa presidencial, barrando a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser candidata a vice de Flávio Bolsonaro. Entre os motivos, está o fato de que, em tese, essa é a decisão que mais o favorece no Piauí, reduto histórico do PT.
Nesta semana, pesquisas animaram Ciro. Uma delas, especialmente, colocou o senador em primeiro lugar, inclusive em bases de Marcelo Castro (MDB), que também busca a reeleição. O outro adversário mais competitivo é o deputado Júlio César (PSD), que apareceu na terceira colocação nesse levantamento do Instituto GP1 de Pesquisa.
Aliados dizem que Ciro Nogueira está “com a faca nos dentes” para acelerar ao longo da campanha e garantir mais oito anos em Brasília. Para isso, conta com o apoio de prefeitos que receberam emendas do senador.
Ciro também calcula que terá votos entre os eleitores da chapa do governador Rafael Fonteles, do PT, favorito à reeleição e com chance de vencer ainda no primeiro turno. O candidato ao governo apoiado por Ciro, Joel Rodrigues (PP), está em segundo lugar nas pesquisas.

