NOVA YORK — Gestores de grandes fundos que monitoram o cenário na América Latina e investem na região acreditam que a situação política e econômica na Argentina tem grande potencial para virar um tema durante a campanha eleitoral no Brasil neste ano. 

A avaliação é de que o trabalho para domar a hiperinflação argentina, que passou pelo corte de subsídios e pelo choque de reformas econômicas do presidente Javier Milei, resultará em uma recessão pesada – e com ápice, provavelmente, ainda em 2026.

O quadro, na visão desses gestores estrangeiros, pode ser usado pelo governo petista para alardear que as políticas liberais de Milei seriam executadas no Brasil se Flávio Bolsonaro for eleito e provocariam resultado semelhante, com desemprego e corte de benefícios sociais.