Ministros do STF estão cautelosos após a revelação de que o celular de Daniel Vorcaro tem mensagens entre ele e Dias Toffoli, seguida pela admissão, pelo próprio ministro, de que recebeu dinheiro de uma empresa que fez negócios com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
Os integrantes da Corte ainda não receberam o relatório da Polícia Federal que trata da relação entre Dias Toffoli e o dono do Banco Master e Zettel, mas pelo menos um deles, longe de ser um dos mais críticos a Toffoli, tem dito que o colega deveria ter informado antes sobre seu vínculo empresarial.
Toffoli admite ser sócio da Maridt ao lado de dois de seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli. Em registros públicos, no entanto, o nome do ministro não aparece ligado à empresa. Em 2021, a Maridt vendeu uma participação de 33% que tinha no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ao fundo Arleen, então controlado por Fabiano Zettel.
Relator do caso Master no Supremo, o ministro reconheceu ter recebido dinheiro nessa transação, enquanto sócio da Maridt. Toffoli afirmou que o pedido de declaração de suspeição feito pela PF contra ele envolvendo o banco está baseado em “ilações”.
