Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira, 30, mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do MME (Ministério de Minas e Energia) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.
A “Sondagem Especial Indústria e Energia 2026” ainda mostra que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados revelam ainda que, em meio a um cenário de pressões nos preços no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.
Apesar desse avanço, ainda há potencial para expansão desse mercado, segundo o estudo da CNI. Entre as empresas que permanecem no mercado cativo, que pagam as contas das distribuidoras, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.
Os dados ainda apontam que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, afirmou o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

