A repercussão da prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa foi muito maior entre os vizinhos do Noroeste, bairro nobre de Brasília, do que nos gabinetes de poder e corredores palacianos onde transitava com bastante desenvoltura. Antes mesmo de receber voz de prisão na manhã de quinta-feira, 16, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero ele estava longe dos paparicos do poder desde que foi afastado do comando da instituição financeira, em novembro do ano passado.

Antes de migrar da editoria de economia para as páginas policiais, Paulo Henrique apostava as fichas na boa relação com o então governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem recebeu o convite para dirigir o banco brasiliense há 6 anos. Desde então, parte dos governistas notou que o rápido empoderamento alimentou também a vaidade do titular da instituição.

Da posse prestigiada ao escândalo com o Master, Paulo Henrique contabilizou muito mais desafetos do que aliados no governo do Distrito Federal. Suspeito de receber propina de Daniel Vorcaro, motivo que o levou à prisão preventiva, Paulo Henrique não sabe quando deixará a Papuda, fato que foi avaliado internamente como “o bancário que quis ser banqueiro, mas nunca foi, e nunca será”.