Antes de a Polícia Federal deflagar a Operação Miragem, que tem entre os alvos o banco Digimais e o seu controlador, Edir Macedo, o BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, avaliava a compra da instituição. Em abril, um acordo preliminar chegou a ser celebrado entre as partes, mas o avanço do negócio dependia de uma série de aprovações do Banco Central e de um empréstimo-ponte do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Nesta terça-feira, 23, executivos que participavam dessas negociações afirmaram ao PlatôBR que a compra do Digimais pelo BTG não foi finalizada porque ainda dependia do cumprimento de uma série de condições e que, com a operação da PF, a chance de a transação se concretizar “diminuiu consideravelmente”.

Acostumado a lidar com ativos problemáticos, o BTG Pactual é um dos participantes mais ativos desse mercado, conhecido tecnicamente como special situations.

Sem as aprovações do BC e do FGC, a chance de haver uma solução rápida para o enrosco envolvendo o banco de Edir Macedo diminui sensivelmente. Para além disso, o risco de insolvência do Digimais apontado em relatório da agência de classificação de risco Fitch, divulgado nesta segunda-feira, 22, trouxe mais um componente de risco não desprezível.