O Congresso retorna oficialmente do recesso parlamentar nesta segunda-feira, 10. Embora deputados e senadores tenham retomado as atividades em 1º de agosto, só agora a Câmara e o Senado farão as primeiras sessões deliberativas, dando início ao esforço concentrado antes das eleições de outubro.
Em anos eleitorais, o calendário do Poder Legislativo costuma ser enxuto. Até o primeiro turno, parlamentares deverão se reunir em apenas duas semanas de votações. O objetivo é permitir que deputados e senadores conciliem a atividade no parlamentar com as campanhas eleitorais — as próprias ou as de aliados. O resultado, como de costume, deve ser um Congresso esvaziado.
Pelo cronograma previamente definido entre as lideranças, as sessões ocorrerão entre os dias 10 e 14 de agosto e serão retomadas entre 31 de agosto e 3 de setembro. Durante o período, os parlamentares deverão tratar de pautas consideradas prioritárias.
O primeiro desafio, contudo, será destravar a pauta. Há 99 vetos presidenciais pendentes de análise. Do total, 87 foram editados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e impedem a apreciação de novos projetos enquanto não forem votados.
O Palácio do Planalto também tenta aproveitar a curta janela de atividades do Congresso para tentar avançar com propostas estratégicas e caras para a reeleição de Lula. Recentemente, o petista esteve reunido com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e expôs ao senador a vontade de ver andar a proposta que extingue a escala 6×1, já aprovada pela Câmara.

