O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Fábio Schiochet (União-SC), montou um cronograma para tentar encerrar ainda em fevereiro os processos contra deputados envolvidos no motim de agosto de 2025, quando parlamentares da oposição ocuparam a mesa diretora e paralisaram os trabalhos do plenário por mais de um dia.
Segundo ele, a primeira semana de fevereiro será dedicada à oitiva do deputado Marcos Polon (PL-MS), único ainda não ouvido, e de suas testemunhas. Na semana seguinte, antes do Carnaval, o colegiado pretende receber novamente Polon, junto com outros dois envolvidos, os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A ideia é que, na primeira semana pós-Carnaval, o deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE) já possa ler o relatório final, informou Schiochet ao PlatôBR.
Concluída essa etapa, o caso segue direto para o plenário da Câmara, com possibilidade de recurso à CCJ apenas por questões de rito. Schiochet destacou que não há punição definida: “Não existe nada decidido. O relatório ainda não foi lido. Pode ser de 30 dias, de 180 dias, ou até mesmo o arquivamento”.
Além do motim, ele deu prazo até a primeira semana de fevereiro para que o relator Fernando Rodolfo (PL-PE) apresente parecer no processo contra Lindbergh Farias (PT-RJ). Se isso não ocorrer, disse que vai designar um novo relator. O petista é acusado pelo Novo de divulgar, em redes sociais, imputações falsas a Van Hattem. Se isso não ocorrer, disse que vai designar um novo relator.
