A próxima semana inaugura a temporada de convenções partidárias marcadas para a oficialização dos candidatos às eleições de outubro. As legendas têm entre 20 de julho e 5 de agosto para confirmar os nomes que serão registrados na Justiça Eleitoral.
Na disputa pelo Planalto, somente três pré-candidatos definiram seus vices. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repetirá a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB) na tentativa de se reeleger a um quarto mandato. A convenção do PT está marcada para o dia 2 de agosto, em São Paulo.
Ronaldo Caiado (PSD) encabeçará uma chapa puro-sangue, tendo como vice o presidente de seu partido, Gilberto Kassab. O partido realizará a convenção no dia 26 de julho, também na capital paulista. Outro que aposta em um vice do próprio partido é o pré-candidato pelo Missão, Renan Santos, que deve formalizar no dia 1º de agosto o nome de Aroldo Medina, jornalista e tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, como parceiro na corrida presidencial.
Preocupação no PL
A maior dúvida que ainda persiste é em relação ao vice de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem a convenção do seu partido marcada para o próximo dia 25 de julho e correligionários seus esperam definir o nome para a vice até lá. “Ele tem que ir para a convenção com um vice definido. Senão ele já chega morto”, disse um integrante da cúpula do PL, sob reserva, ao PlatôBR, demonstrando que o nível de preocupação na legenda com esse assunto é alto.
A dez dias da convenção, o mais provável é que o PL escolha um candidato a vice da própria sigla, de acordo com esse dirigente, pois as tentativas de coligação não avançaram. As possibilidades de formação de alianças com o Republicanos, do deputado Marcos Pereira (SP), com o União Brasil, de Antonio Rueda, e o com o PP, do senador Ciro Nogueira, antes vistas quase como naturais, agora são consideradas remotas.
Segundo turno
Assim, nomes como o da senadora Teresa Cristina (PP-MS), da deputada Clarissa Tércio (PP-PE) e da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos, têm poucas chances de entrar na chapa. Entre os critérios definidos por Flávio, Clarissa teria a vantagem de representar o Nordeste, região majoritariamente apoiadora de Lula.
“Essas legendas podem até se juntar no segundo turno, mas o contexto que se formou após Flávio se colocar na disputa afastou esses partidos”, disse o integrante do PL. “A chapa ideal era Michelle e Tarcísio. Com eles, não teríamos essa dificuldade”, justificou.
Romeu Zema (Novo) deve formalizar sua candidatura à Presidência em Brasília no dia 27 de julho. Ele tem conversado com o Podemos e sinalizou o desejo de ter como vice o empresário Geraldo Rufino (Podemos). Rufino é dono de uma grande empresa de peças de reposição para caminhões e tem uma história de superação bastante conhecida em Minas Gerais. Antes de se tornar empresário, ele era catador de latinhas para reciclagem.