Até as eleições de outubro, o Copom (Comitê de Política Monetária) se reunirá mais duas vezes. A primeira dessas reuniões tem início nesta terça-feira, 4, e, no dia seguinte, o país saberá seu veredicto. O mercado dá como certa uma redução de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic para 14% ao ano.
Com as surpresas inflacionárias de junho e julho, os analistas passaram a precificar um novo corte de 0,25 ponto percentual na segunda reunião pré-eleições, marcada para 15 e 16 de setembro, com a taxa de juros caindo para 13,75%. A queda é tida como cenário ideal dentro do governo, já que pode contribuir com o projeto reeleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre gestores e investidores, a principal dúvida é sobre como o colegiado comunicará os próximos passos. Muitos analistas se perguntam se a diretoria do Banco Central deixará claro o compromisso de levar a inflação para o centro da meta, de 3%, ou se inovará mais uma vez na comunicação, como fez na reunião de junho, quando a mensagem sobre os próximos passos saiu confusa e gerou grande ruído.
Uma comunicação clara e objetiva tende acalmar o mercado e recuperar, ao menos em parte, a credibilidade arranhada após a falha de junho. Outro comunicado confuso tende a aumentar a percepção negativa em relação ao real compromisso da gestão de Gabriel Galípolo com o objetivo de levar a inflação para a meta.

