A CPI do Crime Organizado no Senado Federal mudou o foco desde o início de 2026 e passou a mirar o escândalo do banco Master e até as fraudes do INSS.
Os requerimentos recém-protocolados na comissão não têm mais como objeto entender o funcionamento de facções criminosas, grupos paramilitares e realizar oitivas de governadores e especialistas em segurança pública.
Nos primeiros meses da CPI, que foi instalada no início de novembro de 2025, os senadores pediram para ouvir secretários de segurança pública nos estados, delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal e governadores.
Agora, o foco está voltado para quebras de sigilo bancário e fiscal de empresas ligadas ao escândalo do Master. Há até pedido de convocação de ministros supostamente ligados ao esquema de fraudes do INSS.
Os senadores argumentam que esquemas de corrupção fazem parte do crime organizado. Entretanto, essa não era a prioridade quando o foco eleitoral estava na segurança pública.
