O ministro Dario Durigan (Fazenda) deu mais alguns passos na direção de se tornar um dos principais soldados da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O último grande esforço veio na forma da prorrogação, até 31 de agosto, em plena campanha eleitoral, do Desenrola, o programa da gestão petista que garante a renegociação de dívidas bancárias dos brasileiros com descontos nos débitos e novos prazos para o parcelamento. 

O anúncio da medida foi feito por Durigan nesta terça-feira, 28, quando ele afirmou que o prazo adicional não terá impacto econômico, pois os recursos que foram destinados serão suficientes para garantir as renegociações nos próximos 30 dias. O FGO (Fundo Garantidor de Operações) é usado pelo governo para dar garantia às novas operações de crédito. Assim, os bancos quitam a dívida antiga e fazem uma nova operação, com juros mais baixos, tendo o FGO como avalista.

Também coube ao ministro ser o portador da mais dura resposta às declarações do presidente argentino, Javier Milei. Na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Milei atacou Lula e o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Em reação, Durigan chamou o presidente argentino de “palhaço”.

Desde que assumiu o lugar de Fernando Haddad, o ministro tem sido um ferrenho defensor das políticas petistas. No comando da pasta, ele esteve na linha de frente da formulação das medidas para combater o endividamento das famílias e das subvenções aos preços dos combustíveis, interpretadas como medidas eleitoreiras para garantir votos à reeleição de Lula.