O encerramento compulsório da CPI Mista do INSS foi o principal vetor de debate político registrado nas redes sociais logo após o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubar na quinta-feira, 26, por 8 votos a 2, a liminar do ministro André Mendonça que prorrogava os trabalhos do colegiado. O tribunal entendeu que o tema é de competência exclusiva do Congresso, o que impôs à comissão a necessidade de acelerar a votação do relatório final, que deve ser feita neste sábado, 27. O texto tem mais de 5 mil páginas e pede o indiciamento de 228 pessoas.

Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, obtido com exclusividade pela coluna, identificou cerca de 240 mil menções ao tema na rede X, feitas por aproximadamente 40 mil usuários, com alcance estimado em 11,7 milhões de impressões e cerca de 1,2 milhão de interações. O pico de conversas ocorreu entre 18 horas e 19 horas da quinta-feira, horário seguinte ao desfecho determinado pelo Supremo.

No conteúdo das publicações, prevaleceram críticas de perfis conservadores à decisão do STF, com menções a ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes. O voto de Mendonça foi destacado por usuários que defendiam a continuidade da comissão, instalada para investigar possíveis desvios em descontos indevidos feitos nos rendimentos de aposentados e pensionistas. O relatório do deputado Alfredo Gaspar (AL), que trocou o Podemos pelo PL, pede o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, e também inclui Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Apesar da onda de interações, as opiniões sobre a investigação parlamentar não lideraram os Trending Topics no Brasil. A dinâmica da plataforma de Elon Musk priorizou conteúdos ligados ao entretenimento, como o Big Brother Brasil 26, amistosos da seleção e lançamentos musicais. O termo “CPMI” apareceu apenas na 46ª posição, refletindo critérios que combinam volume, velocidade e novidade na prioridade entre os assuntos.