Entidades do agronegócio, que vinham contrariadas com o Plano Safra 25/26 e o bloqueio de 42% das verbas do seguro rural feito em junho, têm visto com bons olhos movimentos recentes do governo Lula.
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária, passou a articular com a Fazenda uma reformulação do seguro rural para blindar recursos de contingenciamentos. Também tem discutido a possibilidade de transformar o orçamento do programa em despesa obrigatória.
O setor enxerga nessas sinalizações a primeira resposta concreta após meses de conversas que não avançavam.
O gesto do governo coincide com o avanço, no Senado, do projeto da senadora Tereza Cristina, do PP do Mato Grosso do Sul, que atualiza o marco do seguro rural e impede novos cortes. O relatório do senador Jayme Campos, do União Brasil do Mato Grosso, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, 26. Se confirmada a aprovação em segunda votação, o texto segue para a Câmara.
Agora, o agro espera que o Ministério da Agricultura ajude a destravar articulações do setor com o BNDES. A ideia é estruturar uma linha de apoio para reduzir o custo dos prêmios do seguro rural e viabilizar um plano de médio prazo para ampliar a cobertura no campo.
