A primeira reunião de líderes da Câmara em 2026 teve um clima bem diferente daquele que marcou o fim do ano passado. Longe de embates e disputas por espaço, o encontro desta quarta-feira, 28, foi descrito por líderes como “tranquilo” e “redondo”, com todas as pautas alinhadas por consenso e sem tentativa de esticar a corda logo na largada do ano legislativo.
O tom pacificado chama atenção sobretudo pelo contraste com as últimas semanas de 2025, quando a casa atravessou um período de tensão com a votação do chamado PL Antifacção e os processos de cassação dos deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Na reunião desta quarta, o único tema capaz de gerar algum tipo de atrito era a PEC da Segurança Pública, mas ele foi tratado com cautela. Em vez de entrar no mérito do texto, os líderes discutiram apenas o rito de tramitação e acertaram que o relator, Mendonça Filho (União Brasil-PE), vai procurar as bancadas ao longo das próximas duas semanas, contou um líder. “Foi tudo em paz”, brincou outro participante da reunião.
A leitura entre líderes é que a cúpula da Câmara tenta evitar que 2026 comece no mesmo tom em que 2025 terminou. A PEC da Segurança deve ser o primeiro grande teste para essa pretensão.
O discurso público do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi na mesma linha. Em postagem nas redes sociais, ele afirmou que a Câmara vai votar nos próximos dias a MP do Gás do Povo e o projeto que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, além de instalar as comissões permanentes. Motta ainda indicou que a PEC da Segurança Pública só deve entrar na pauta depois do Carnaval.
