Depois de uma decisão contrária de Dias Toffoli, na semana passada, o doleiro Fernando Bregolato insistiu com o ministro do STF pela anulação de todos os atos da Lava Jato contra si.

Em um recurso, os advogados de Bregolato voltaram a alegar a Toffoli que o processo contra o doleiro no âmbito da operação tem similaridades com a ação contra o sueco Bo Hans Vilhelm Ljungberg, a quem o ministro concedeu a anulação ampla de atos da Lava Jato.

Entre essas semelhanças, a defesa citou que o caso contra Fernando Bregolato também está baseado em provas da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e também inclui como réus os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, ambos delatores.

Desse modo, argumentaram os defensores, o conluio entre Sergio Moro e procuradores da Lava Jato reconhecido por Toffoli no processo contra Ljungberg também deveria ser apontado em relação a Bregolato. A defesa pediu que o ministro reveja sua decisão ou que ela seja revertida em julgamento colegiado na Segunda Turma do STF.

Fernando Bregolato foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato por supostamente receber em contas na Suíça e no Uruguai 14 transferências bancárias, entre janeiro de 2010 e julho de 2014. Segundo os investigadores, esses valores, que somaram US$ 519 mil, tinham origem em empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de corrupção na Petrobras.