Lula foi aconselhado a reagir mais rápido aos desdobramentos do escândalo do Banco Master, sob o risco de não conseguir impedir que os fatos novos respinguem em sua candidatura à reeleição.
O entendimento é o mesmo do início do governo: parte considerável do eleitorado atrela a instituição STF, sobretudo a ala de Alexandre de Moraes, ao governo Lula.
Há ministros que, no escurinho do Supremo, sem a toga, não têm vergonha de dizer a advogados que “Lula só está lá [no Planalto] por causa do STF”. Lula sabe dessas ameaças disfarçadas de comentários e segura a mão.
Agora, dizem aliados, não dá para temporizar de forma alguma. A corrida presidencial está em aberto e as reações ao delicado momento atual poderão ser decisivas para o resultado de outubro.
Na noite desta quinta-feira, 3, o presidente publicou um vídeo afirmando que “nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos” e que “é fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”.

