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Em breve sem Padilha, articulação política já não é disputada como no passado

Padilha irá para a Saúde, mas Lula ainda não anunciou quem ficará em seu lugar na articulação política

Hugo Motta, Lula, Alcolumbre e Padilha
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Desde ontem, corre uma piada em Brasília: cuidado para não encontrar o Lula na rua porque você pode acabar virando ministro da Secretaria de Relações Institucionais. A vaga da articulação política, que será deixada por Alexandre Padilha, já foi uma das mais importantes do governo, mas hoje está desidratada pelo crescente poder dos presidentes da Câmara e do Senado sobre o Orçamento.

Os petistas e governistas dizem nos bastidores que dois dos nomes apresentados nas últimas semanas não querem essa missão: o ministro dos Portos, Silvio Costa Filho, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Lula já teria conversado com Silvio e expressado satisfação com o papel que ele tem desempenhado em Portos e Aeroportos, sem risco nenhum de que ele seja trocado por outro nome na reforma ministerial.

O deputado José Guimarães, do PT

O que se sabe, no PT, é que Lula, cada vez mais próximo de Alcolumbre e Hugo Motta, vai buscar um nome que agrade aos dois presidentes. Mas não houve nenhum pleito deles até o momento. Por enquanto, o mais cotado é José Guimarães, líder do governo na Câmara. O petista tem bom trânsito no Centrão. E, de quebra, Lula pode acalmar os ânimos acirrados dentro do PT desde que escolheu o paulista Edinho Silva para substituir Gleisi Hofmann.

“Com o Orçamento impositivo, o ministro virou um ‘tirador’ de pedido. A pessoa [parlamentar] pede: eu quero a Funasa de tal lugar… Ele tira o pedido e manda ao Rui Costa, que demora três anos para responder”, disse um aliado do governo com vasto conhecimento do funcionamento da Câmara.

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