Enquanto a briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro domina o noticiário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao Ministério da Justiça que intensifique as ações de proteção à mulher e de combate ao feminicídio. Nesta quinta-feira, 25, o ministro Wellington Lima e o corregedor nacional do Ministério Público, Fernando Comin, discutiram a cooperação entre os órgãos para criar procedimentos voltados ao atendimento de órfãos relacionados a esses esse tipo de crime. 

A ideia é criar procedimentos e processos para atuação conjunta de forma a estender e assegurar acolhimento, proteção integral e acesso a direitos para crianças e adolescentes que perderam as mães. Lula quer turbinar essas ações em resposta aos planos de Flávio, que tem afirmado que a proteção das mulheres será uma das suas prioridades, caso seja eleito. Para isso, o pré-candidato do PL tenta criar um projeto multidisciplinar e escalou a administradora Daniella Marques para formular os pilares de um programa que garanta segurança e renda para mulheres. 

Lula tenta alavancar as ações do pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para fortalecer ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e assistência às vítimas. Segundo o Ministério da Justiça, os casos de feminicídio no Brasil registraram redução de 11,45% nos meses de abril e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Os dados mostram que o país passou de 262 vítimas nos dois meses de 2025 para 232 em 2026, o que representa 30 mulheres a menos assassinadas em razão da condição de gênero no período analisado. Além disso, a segunda edição da Operação Mulher Segura, lançada em 1º de junho, garantiu nos primeiros 15 dias 630 prisões relacionadas à violência contra mulheres.