Enquanto o eleitorado está, com razão, focado na crise do STF em Brasília, nos estados, longe do centro do poder, candidatos a deputado estão “fazendo o diabo” para garantir um lugar na Câmara.
“O foco mesmo é na Câmara. Está todo mundo gastando horrores para depois negociar as emendas”, disse à coluna um candidato à reeleição.
A fala do parlamentar, sob reserva, apenas recorda uma prática óbvia que se intensificou nas últimas eleições, a partir do grande balcão de negócios em que se transformaram o Congresso e os mandatos.
Recentemente, um alto executivo de uma grande empresa do varejo brasileiro brincou com a coluna que “os maiores CEOs do Brasil, atualmente, são os presidentes de partido político”.
“Ninguém administra tantos bilhões por ano como eles”, justificou.
A dinheirama do fundo partidário, vale lembrar, é definida a partir do tamanho da bancada federal das legendas.
Na briga entre a ala de Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo, o baixo e o alto cleros do Parlamento lavam as mãos e só querem saber de se reeleger — para continuar trabalhando pela soberania de si mesmos, claro.

