A defesa do ex-ministro das Relações Exteriores do Peru Manuel Augusto Blacker Miller informou ao STF na noite dessa quarta-feira, 28, que ele morreu no Hospital Penal Hamilton Agostinho (Seapha), no Complexo de Gericinó, em Bangu, em 23 de janeiro. Miller, de 80 anos, havia sido preso em dezembro, por ordem do Supremo, no âmbito de um pedido de extradição feito pela Albânia. O ex-chanceler peruano, que ocupou o cargo em 1991, no governo de Alberto Fujimori, era procurado pelo país europeu para responder por fraude financeira.
Desde a sua prisão, a defesa de Augusto Miller havia informado a Flávio Dino, no Supremo, que ele sofria com uma trombose grave. Os advogados queriam que a prisão dele fosse revogada para que Miller pudesse receber atendimento médico domiciliar. A defesa reforçou a solicitação três vezes e insistia para que a PGR se manifestasse a respeito do pedido, o que não ocorreu.
Conforme os defensores do ex-chanceler peruano, a administração da Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, informou em janeiro que ele sofreu duas quedas. Depois da segunda, de acordo com o relato ao STF, Miller teria passado dois dias internado no Hospital Penal até morrer em 23 de janeiro.
Os advogados afirmaram ao Supremo que, segundo informações preliminares repassadas à família de Miller, a causa da morte dele foi infarto agudo do miocárdio. A defesa afirmou ser “imprescindível” o acesso ao prontuário com o histórico clínico do peruano na unidade de saúde e pediu que o STF ordene o fornecimento dessas informações.
Ainda de acordo com a defesa, a família de Augusto Miller está em deslocamento para o Brasil. Os advogados ainda não apresentaram ao Supremo um atestado de óbito, que ainda não teria sido emitido. A morte dele foi informada a Flávio Dino com base em uma comunicação formal de falecimento feita pela penitenciária.
A coluna entrou em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro e aguarda resposta.
