Tarcísio de Freitas entrou nas negociações para, nesta reta final das convenções partidárias, tentar garantir o apoio do Centrão a Flávio Bolsonaro, com a senadora Tereza Cristina na vaga de vice.
O movimento, que ganhou força nas últimas horas, foi antecipado por esta coluna na noite desta quarta-feira, 29.
O governador de São Paulo, o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, e o próprio candidato do PL à Presidência têm disparado ligações para dirigentes de PP, União Brasil e Republicanos.
A pressão é intensa. O discurso é um só: “Vamos nos unir para derrotar o PT e tirar o Lula”.
Neste momento, o presidente do PP, Ciro Nogueira, é o principal foco da ofensiva. Ele é o mais resistente. Se Ciro ceder, União Brasil e Republicanos estariam prontos para fechar a aliança, que, na avaliação dos dirigentes, poderia mudar o cenário da disputa de outubro.
“Se fosse para ganhar logo mesmo, era Tereza candidata e Flávio como vice. Mas aí é mais difícil”, disse à coluna, sob reserva, uma liderança envolvida diretamente nas negociações.
Há uma inquietação para decidir a vaga de vice de Flávio. Nas últimas horas, chegou a se falar até na hipótese de insistir com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, caso fracasse a tentativa de atrair o Centrão e, consequentemente, Tereza Cristina.
As próximas 48 horas serão decisivas. A decisão terá de ser tomada até a próxima quarta-feira, 5 de agosto.

