Flávio Bolsonaro sabe que a curva que o país fez à direita na eleição do primeiro turno se deve muito ao fator STF.
O candidato do PL terminou a primeira etapa da eleição à frente de Lula também porque o eleitor assimilou que Alexandre de Moraes, por exemplo, “era Lula”. Isso fortaleceu bastante, inquestionavelmente, as candidaturas da direita em todos os níveis.
No segundo turno contra Lula, no entanto, Flávio simplesmente ignorou o assunto, como se não houvesse mais nada a dizer sobre o Supremo e o impeachment de ministros. O STF conseguiu “amarrar as mãos” de Flávio.
Com a reeleição de Lula, a coluna ouviu de advogados com trânsito nos tribunais superiores que o trio formado por Moraes, Flávio Dino e o decano da corte, Gilmar Mendes, “ganha força e tração”, enquanto André Mendonça e Kassio Nunes Marques tendem a ser “definitivamente escanteados”.
Todos apostaram e jogaram e, agora, trabalharão com os resultados disso.
Como esta coluna noticiou ainda antes do segundo turno, o STF não havia desistido de uma possível reeleição de Davi Alcolumbre à Presidência do Senado e, a depender dos cenários, fará o que for preciso para barrar os esperados processos de impeachment vindos de um Congresso majoritariamente de direita.

