Uma solução caseira passou a ser pensada no PSB e citada por petistas para resolver o engarrafamento de candidaturas ao Senado no campo encabeçado por Fernando Haddad (PT), candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo de São Paulo.

O imbróglio passou a existir depois que o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), lançou seu nome para uma das vagas ao Senado, à revelia de negociações com o PT. O nome de Simone Tebet (PSB), que já havia sido colocado para o Senado, inclusive com mudança dela de partido e de domicílio eleitoral, passou a ser cotado então como vice de Haddad, em uma composição que, de acordo com membros do PT, poderá ser mais útil para atrair eleitores de centro.

Tebet foi do Mato Grosso do Sul para São Paulo e também saiu do MDB para o PSB com o objetivo de cumprir um plano a ser traçado por Lula. Ela chegou a anunciar sua candidatura ao Senado, que hoje está sendo repensada. França, por sua vez, queria ser o cabeça de chapa antes de Haddad ser o escolhido e depois passou a pensar em uma vaga na chapa majoritária, descartando qualquer possibilidade de concorrer a uma vaga para a Câmara.

França também esperava a atenção de Lula para uma conversa sobre seu papel nas eleições em São Paulo. Na semana passada, de acordo com membros do PSB, o presidente ofereceu que ele continuasse no governo, assumindo MDIC (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a pasta deixada pelo vice Geraldo Alckmin. No entanto, ele recusou a oferta.

Nesta segunda, 6, França tomou a iniciativa de lançar seu nome na disputa, contando com o apoio do ex-prefeito de Barueri Rubens Furlan (PSB), que se colocou como suplente da chapa. Além de Simone e França, outra ex-ministra cotada para disputar o Senado é Marina Silva (Meio Ambiente), da Rede.