Com a Selic ainda elevada, em um patamar de 15% ao ano, gestores de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidcs) trabalham com a possibilidade real de esses fundos atingirem R$ 1 trilhão em patrimônio ainda em 2026. Esses ativos financeiros reúnem dinheiro de investidores — pessoas físicas e jurídicas — para emprestar a empresas, usando como garantia as dívidas que elas têm a receber. Eles servem para que companhias antecipem recursos e consigam financiar suas operações, em uma espécie de adiantamento de recebíveis.

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que o patrimônio dos Fidcs chegou a R$ 733,3 bilhões, pouco abaixo do recorde registrado em julho, de R$ 736,2 bilhões.

A procura pelos Fidcs cresce em um cenário de juro alto, em que a renda variável, como ações na bolsa, perdem atratividade. Empresas, varejistas, financeiras e fintechs também têm recorrido mais a esse modelo para financiar suas operações.

Entre 2023 e 2024, esse tipo de investimento saltou de R$ 443,3 bilhões para R$ 633,3 bilhões em dezembro de 2024.