Institutos de pesquisa aguardam com expectativa a decisão do TSE sobre a liminar do ministro Kassio Nunes Marques que suspendeu um levantamento da AtlasIntel.
As empresas estranharam o hiato de 20 dias entre a divulgação da pesquisa questionada e a decisão do presidente do TSE. Também acompanham com cautela as especulações sobre uma eventual “regulamentação” das pesquisas eleitorais, uma vez que avaliam que regras transparentes para o setor já existem, como a obrigatoriedade de informar critérios amostrais, fontes de financiamento e o questionário aplicado.
Nos bastidores, porém, há a percepção de que o TSE pode estabelecer parâmetros para um cuidado maior com a ordem das perguntas em levantamentos eleitorais, blindando os números de intenção de voto, considerados o principal dado desse tipo de pesquisa.
Caso uma nova regra seja criada, a tendência seria tornar padrão a proibição de perguntas sobre intenção de voto após a apresentação de fatos ou estímulos informativos, justamente para reduzir possíveis vieses.