Mesmo sob investigação no escândalo do INSS, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), deve ser mantido como relator da indicação do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal.
Quem garante é o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA). A comissão é a primeira instância do Senado por onde passam as indicações da Presidência da República à Suprema Corte. Uma vez vencida essa etapa, o nome do indicado é submetido ao plenário da casa.
Ao PlatôBR, Otto Alencar, que integra a base aliada do governo, disse não ver motivos para a troca de relator. “Vou manter o relator, não tem por que tirá-lo. Não existe acusado sem o direito de defesa. Eu não gosto de prejulgar ou punir pessoas que estão sendo investigadas de forma preliminar ou incipiente, sobretudo quem está, como nós estamos, sendo alvo de todas as suspeitas possíveis e inimagináveis”, disse o senador baiano.
Em dezembro, Weverton Rocha foi alvo de uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para investigar as suspeitas de desvio de dinheiro descontado de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Para a PF, Rocha é o “sustentáculo político” do esquema. O parlamentar maranhense já adiantou que seu parecer e seu voto serão pela aprovação do nome de Jorge Messias.
