Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, é o integrante da família Bolsonaro com maior chance de ser preso atualmente. A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes atenda ao pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e determine a prisão do primo dos filhos de Jair Bolsonaro.
Leo Índio é réu por participação dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Em vídeo divulgado no dia 26 de março, ele afirmou estar há quase um mês na Argentina. A PGR alegou que, por ter deixado o Brasil sem autorização judicial, o investigado descumpriu medida cautelar imposta pelo STF, o que justificaria a prisão preventiva.
Logo após os atos de 2023, o STF proibiu a saída de Leo Índio do país e determinou o cancelamento dos passaportes dele. Léo Índio é investigado na Operação Lesa Pátria, que tem como alvo financiadores, organizadores e executores dos atos que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Jair Bolsonaro é réu em ação penal desde 26 de março, quando o STF recebeu a denúncia apresentada contra ele e mais sete suspeitos de planejarem um golpe de Estado. Por enquanto, não foram apontados no processo motivo para justificar prisão antes do julgamento final do processo.
A prisão preventiva pode ser decretada se houver uma causa concreta - como, por exemplo, indícios de que o réu tem a intenção de fugir do país, tentativa de atrapalhar a investigação ou ameaça à ordem pública. Até agora, nem a PGR nem Moraes sinalizaram nesse sentido.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, anunciou em 18 de março que se licenciaria do mandato de deputado federal para viver nos Estados Unidos. Alegou que a família sofria perseguição no Brasil. Apesar de opositores acusarem o parlamentar de estar fugindo, não ha processo judicial aberto contra ele que possa resultar em prisão agora.