Nas cordas, a campanha de Lula quer tentar recuperar o controle da narrativa da eleição presidencial voltando a explorar o fato de Flávio ser um dos Bolsonaro.

“Caímos na armadilha de que há um embate entre Lula e Flávio. Não é isso. É Lula versus o clã Bolsonaro”, disse um integrante da campanha à coluna.

O burburinho de que Eduardo Bolsonaro possa ser o chanceler brasileiro em caso de vitória do irmão ajudou a dar esse estalo em parte do entorno de Lula.

A esquerda, de maneira geral, pretende passar a ventilar que, com Flávio eleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, poderá ser anistiado pelo filho e ocupar lugar de destaque no governo. Assim como Carlos Bolsonaro, hoje candidato ao Senado por Santa Catarina.

“Flávio não representa o novo. Faz parte de uma célula única, com as mesmas ideias do pai, que foi um desastre para o país”, completou outro representante da campanha petista.

A avaliação é de que a indignação com o STF não está fazendo o chamado “eleitor independente” enxergar essas possibilidades.