O “efeito Janones” está sendo celebrado por parte do PT.

A estratégia do deputado reeleito por Minas Gerais, que nem sempre esteve à esquerda, não faz parte da campanha oficial do presidente Lula. Mas se tornou a grande novidade deste segundo turno.

O “Exército do Lula”, canal no WhatsApp com mais de 7 milhões de inscritos, “deu um gás”, definiu um deputado do PT, num momento em que o entorno do presidente ainda tentava assimilar o baque do primeiro turno e decidir o que fazer.

“O André Janones tomou uma iniciativa. E a reação demonstrou como a militância estava esperando um norte, um caminho, um espaço para participar, para mobilizar, para fazer. O que ele fez virou um grande canal de mobilização e de participação”, disse o parlamentar.

Outro integrante do PT resumiu assim:

“Havia uma ansiedade muito grande por parte das pessoas que queriam ajudar. O Janones deu a elas o que fazer, colocou o povo para trabalhar.”

A coluna também ouviu que o barulho provocado por Janones já antecipa uma movimentação que precisará ocorrer no campo da esquerda pós-Lula, independentemente do resultado das urnas no próximo domingo, 25.

“Com essa movimentação do Janones, está acontecendo um processo natural também de renovação. A gente perdeu um pouco o receio de usar as redes. Aprendemos a usá-las melhor. E aí, inevitavelmente, vão surgindo novas lideranças, novos cenários, novas técnicas, novas propostas, novos olhares, novos jeitos”, acrescentou um parlamentar petista.

As principais lideranças e os conselheiros mais próximos de Lula ainda veem Janones com alguma desconfiança.